CONVITE

ATENÇÃO

REUNIÃO DA CAMARA TEMATICA DE SEG. ALIMENTAR DO CONSAD (CTSANS) E REDE SANS

Todas as 1° quarta -feiras do mês.
Horario: 14 hs
Local: INCRA / IBS
End: Peru , 434 - Jd. America ( proximo a Nova Escapamento)

NÃO FALTEM...


terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Torta das sobras

ngredientes: 02 ovos
1 xícara de leite
1 xicara de farinha de trigo com fermento
2 colheres de queijo ralado
Sobras de saladas (tomate, couve-flor, cebola, pimentão) Talos de couve, alface, couve chinesa, etc.

Modo de preparo:  Colocar no liquidificador e bater nesta ordem. A quantidade você escolhe de acordo com a forma.

Dica: ao untar a forma com bastante oleo, usar a sobra na receita.

Bolinho de folha de beterraba


Ingredientes: 6 colheres (sopa) de farinha de trigo
1 ½ xícara (chá) de folhas de beterraba picadas
2 ovos
Uma cebola picada
6 colheres (sopa) de cheiro verde picado
½ colher (chá) de fermento em pó
Óleo para fritura
Sal a gosto 

Modo de preparo:  Pique bem as folhas de beterraba e reserve. Em um recipiente adequado, coloque a farinha de trigo e acrescente os ovos. Em seguida, coloque a cebola, o cheiro verde, as folhas de beterraba, o sal e o fermento. Misture todos os ingredientes. Frite os bolinhos, às colheradas, em óleo bem quente. 

MOVIMENTO DE MULHERES CAMPONESAS (MMC) REALIZA CAMPANHA EM DEFESA DA PRODUÇÃO DE ALIMENTOS SAUDÁVEIS


Está em curso desde o dia 8 de março (Dia Internacional da Mulher) a Campanha do Movimento de Mulheres Camponesas “Produzir Alimentos Saudáveis, cuidar da vida e da natureza”.  
A Campanha pela Produção de Alimentos Saudáveis quer reunir as mulheres do campo e da cidade, a fim, de afirmar a soberania alimentar dos povos e fortalecer a luta em defesa da vida.  
As ações da Campanha acontecem em 5 dimensões: 
Política: construção de pautas com proposições nas várias áreas das políticas públicas, no sentido dos governos investirem recursos a partir das metas da campanha; 
Ambiental: construção do debate sobre crise de civilização que a humanidade está atravessando e a necessidade de cuidar da vida. 
Ética, cultural e feminista: construção de valores e princípios de vida, de solidariedade, na construção de novas relações humanas e com a natureza, superando todas as formas autoritárias, patriarcais e discriminatórias de poder. 
Mudanças cotidianas: construção de praticas no cotidiano das mulheres e famílias camponesas de fortalecimento do Projeto Popular de Agricultura Camponesa, valorizando quem trabalha, a natureza e produzindo para o bem da humanidade; 
Econômica e Social: construção de mecanismos, instrumentos de viabilização e potencialização da agricultura camponesa; fortalecimento de redes solidárias de trabalho e consumo; valorização do trabalho feminino; ações de combate à fome e à miséria no campo e na cidade, avançando na luta pela soberania alimentar, autonomia dos povos, especialmente das mulheres. 
Com esta Campanha queremos avançar na luta pela soberania alimentar, contribuindo no combate à fome e à miséria, tornando visível o grande potencial de produção de alimentos que a agricultura camponesa possui, evidenciando o papel das mulheres neste processo, bem como, sensibilizar a sociedade para a situação de degradação da natureza e a necessidade de retomar o cuidado com a vida.   

POPULAÇÃO NEGRA E INSEGURANÇA ALIMENTAR


Maria Noelci Homero
Fernanda Souza de Bairros

Regina da silva Miranda 


Este texto tem como objetivo discutir sobre desigualdades raciais e segurança alimentar no contexto do Direito Humano à Alimentação Adequada - DHAA.
Por muito tempo as ações e políticas públicas para melhoria de condição de vida não contemplaram de forma específica a população negra. Após contundentes reivindicações de atores da sociedade civil e do movimento negro a temática racial passou a ser considerada nas discussões sobre as condições de vida dos diferentes grupos na sociedade brasileira. Diante disso, salienta-se a importância do fator racial como dado a ser incluído na formulação e execução das políticas públicas, pois muitas vezes as diferenças fenotípicas da raça, como por exemplo a cor da pele, atuam como indicadores para a distribuição diferencial dos direitos, levando como conseqüência à desigualdade racial.
Alguns dados econômicos e sociais vêm mostrando a desigualdade racial existente no Brasil. De acordo com Henriques (2001) a diferença de escolaridade entre brancos e negros é de 2,3 anos de estudo, e a população branca recebe salários cerca de 2,5 vezes maiores que a população negra. Em relação à qualidade de vida, Bento, referindo-se ao Instituto Interamericano Sindical pela Igualdade Racial (INSPIR) diz que 73,1% dos negros vivem em habitações precárias, como barracos, casas de palha ou madeira, contra 25,9% dos brancos na mesma condição. E grande parte destes não tem água canalizada interna, esgoto encanado e energia elétrica.
A situação socioeconômica precária em que vive a população negra é a expressão da violação de diversos enfoques do Direito Humano como o direito à moradia, direito ao meio ambiente sadio, direito à educação e o mais fundamental dos direitos humanos, o direito a uma alimentação adequada, com qualidade e quantidade suficiente, respeitando a diversidade cultural sem comprometer o acesso a outras necessidades básicas.   
Segundo a pesquisa do IBGE (2004) que utilizou pela primeira vez a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA) na Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios (PNAD) revelou que 13,921 milhões de pessoas passam fome no Brasil e que dos 52 milhões de domicílios particulares estimados, em 6,5% deles residem pessoas com insegurança alimentar grave. A insegurança alimentar é visível e reforça a desigualdade econômica entre raças. No Brasil, 11,5% da população negra vivia em situação de insegurança alimentar grave; entre os brancos o percentual cai para 4,1%. Em contrapartida a população que vivia em domicílios com garantia de acesso aos alimentos em termos qualitativos e quantitativos era 71,9% de brancos e 47,7% de negros. É importante salientar que as diferenças na proporção de insegurança alimentar grave de acordo com a raça (os que realmente passavam fome) se reproduziram em todos os estados brasileiros, com maior magnitude nas regiões sudeste, sul e centro-oeste.
Somos o segundo maior país em população negra, a 12ª economia do mundo, o segundo maior produtor de alimentos, um dos maiores exportadores de alimentos  e contraditoriamente só perdemos em concentração de renda para Serra Leoa. Somos um parque de contradições onde convivem o melhor bioma para a qualidade de vida humana, a melhor oferta natural de alimentos e água pura, 30% das espécies vivas do planeta estão em nosso território e não conseguimos transformar essas riquezas em qualidade de vida para todos, coabitamos com pessoas em situação de extrema insegurança alimentar entre as quais as populações negras são a maioria. Ainda cabe-nos superar as grandes desigualdades entre populações negras e brancas, resgate desta dívida histórica que o Brasil tem com o povo negro, pois foi às custas de seu suor e de seu sangue que conquistou destaque na economia mundial. Cumpre-nos editar um novo modelo soberano de desenvolvimento pautado na qualidade de vida das pessoas e dos grupos sociais, focado na reparação das diferenças históricas, seja investidor social, seja fortalecedor da economia interna, seja preservador e recuperador das riquezas naturais. Repensar um modelo para além do conceito exportador, enriquecedor de poucos e gerador de miséria, achatador dos investimentos sociais e devastador de bens naturais não renováveis e ao mesmo tempo em que  endividante.
É inadmissível aceitar que em pleno século 21, milhões de pessoas passem fome, pois essa é a manifestação mais extrema da pobreza e da privação humana. Para Henriques (2001), a pobreza brasileira tem estreita relação com a desigualdade na distribuição de recursos, e não na escassez dos mesmos. Isso significa dizer que o Brasil, tanto em termos absolutos como em relação aos diversos países do mundo, não pode ser considerado um país pobre, mas sem dúvida alguma, deve ser considerado um país extremamente injusto. Com isso, nascer negro ou negra está diretamente relacionado à possibilidade de estar vinculado à pobreza, pois a população negra concentra-se nos piores indicadores econômicos. Esta realidade vem demonstrando a ausência de ações mais efetivas no que se refere à população negra. Isso não significa que não haja ações que a contemplem, mas as políticas universais não têm conseguido diminuir as diferenças étnico raciais entre as populações mais pobres. É preciso que as políticas sejam direcionadas e específicas e que contemplem efetivamente a redução das desigualdades raciais.
A fim de reduzir essas desigualdades e assegurar à população negra o Direito Humano à Alimentação Adequada, a Comissão de Políticas para Segurança Alimentar e Nutricional das Populações Negras, do Conselho Nacional de Segurança alimentar e Nutricional (CONSEA), órgão de aconselhamento da Presidência da República, apresenta em seus objetivos a incorporação da temática racial à construção da Política de Segurança Alimentar e Nutricional (SAN); a potencialização e divulgação de ações já desenvolvidas junto à população negra na área de SAN; o fortalecimento da produção e comercialização de alimentos por populações remanescentes de quilombos e o aproveitamento da capilaridade das comunidades religiosas de matriz africana. Entre os 13 pontos do plano de ação desta comissão está a construção de um sistema integrado e diversificado de informações de indicadores sobre (in)segurança alimentar e nutricional capaz de monitorar a situação da população negra no país, respeitando e envolvendo comunidades e grupos específicos e viabilizar junto aos órgãos competentes assistência técnica e financiamento aos empreendimentos da economia solidária que atendam às vocações regionais e étnico-raciais, pautada na promoção do desenvolvimento local sustentável de forma a garantir a preservação das culturas tradicionais.
Maria Noelci Homero é Bibliotecária, Coordenadora Técnica de MARIA MULHER – Organização de Mulheres Negras, Nohomero@mariamulher.org.br, Nohomero@cpovo.net.
Fernanda Souza de Bairros é Nutricionista, Mestre em Saúde Coletiva. Conselheira consultiva da ONG Maria Mulher e membro da Rede de Mulheres Negras para Segurança Alimentar e Nutricional. E-mail: febairros@uol.com.br
Regina Miranda é Nutricionista, Conselheira do CONSEA-Nacional e do CONSEA/RS, Especialista em Saúde Pública, Especialista em Saúde Comunitária, Conselheira consultiva da ONG Maria Mulher e membro da Rede de Mulheres Negras para Segurança Alimentar e Nutricional. E-mail: regimira@via-rs.net, regsilmir@yahoo.com.br,  

Graziano assume FAO e promete impulso à segurança alimentar


Data: 02/01/2012
O novo diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), José Graziano da Silva, que assumiu o cargo no último domingo (1º), pretende dar impulso à segurança alimentare nutricional, aumentando o apoio da instituição aos países com déficit alimentar, especialmente os que sofrem com crises prolongadas.
"Criaremos equipes que agrupem as capacidades da organização no assessoramento sobre políticas, planejamento de investimentos, mobilização de recursos, respostas de emergência e desenvolvimento sustentável", disse Graziano, em nota divulgada pela FAO.
Segundo ele, a erradicação da fome não deve se desligar dos outros desafios mundiais, como a recuperação das economias nacionais, a proteção aos recursos naturais e a adaptação às mudanças climáticas.
A nota ressalta que cerca de 925 milhões de pessoas sofrem de fome crônica e muitos países estão longe de alcançar o primeiro dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio(ODM), que é reduzir pela metade, até o ano de 2015, o percentual de vítimas da fome e da pobreza extrema.
Entre os pontos defendidos por Graziano durante sua campanha para o cargo, e reforçados na posse, estão a erradicação da fome, a produção e o consumo sustentáveis de alimentos, a gestão mais justa dos alimentos em nível mundial, a conclusão da reforma organizacional da FAO para melhorar sua eficácia e transparência e a ampliação das alianças com a cooperação entre os países do Hemisfério Sul.
Graziano sucede ao senegalês Jacques Diouf, que ficou no cargo de 1994 a 2011. O novo ocupante do posto dará sua primeira entrevista coletiva à imprensa nesta terça-feira (3). O brasileiro foi ministro de Segurança Alimentar do primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva, quando foi implantado o programa Fome Zero. Entre 2006 e 2011 esteve à frente da agência regional da FAO para a América Latina e o Caribe, sediada no Chile.
Fonte: Agência Brasil

Assinados decretos de desapropriações de terras para reforma agrária



O Diário Oficial da União de segunda-feira (26) publicou os primeiros decretos de desapropriação de terras para reforma agrária assinados pela presidenta Dilma Rousseff.  São 60 fazendas, em 13 estados, um total de 112,8 mil hectares para assentamento de 2.739 famílias sem-terra, segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).
"Estamos constituindo uma reforma agrária sólida, com possibilidades reais de sucesso", afirmou o ministro Afonso Florence. O ministério formulou os decretos com base em três critérios básicos: valor, capacidade e distância.
O valor das áreas a serem desapropriadas obedece a uma média histórica onde estão situados. Sobre a capacidade, cada área deverá assentar um mínimo de 15 famílias. Quanto às distâncias, as áreas devem estar próximas de estradas e em locais de fácil entrada de políticas públicas, para benefício das famílias assentadas.
De acordo com o ministro, a publicação desse decretos é o terceiro passo em busca do que o MDA considera "reforma agrária responsável". O primeiro passo foi deixar livre do contingenciamento - que atingiu toda a Esplanada dos Ministérios -, R$ 530 milhões do orçamento do Incra destinados à obtenção de terras nesse ano.
Ainda segundo o MDA, o segundo passo foi o reforço da dotação orçamentária de R$ 400 milhões para o Incra, valor aprovado pelo Congresso Nacional em  novembro, para esta mesma finalidade (obtenção de terras para fins de reforma agrária).
Fonte: com informações do MDA

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Graziano é empossado diretor geral da FAO

2 de janeiro de 2012


O ex-ministro de Segurança Alimentar e Combate à Fome e economista José Graziano, de 62 anos, assumiu neste domingo (1º) o cargo de diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO). Ele ficará no cargo até julho de 2015.
 
Graziano tem o desafio de convencer os líderes da comunidade internacional a assumir a erradicação da fome como meta política. Nos últimos cinco anos, Graziano atuou na FAO como seu representante na América Latina e no Caribe.
 
Em 26 de junho do ano passado, ele foi eleito o novo diretor-geral da FAO com 180 votos contra 92. Na disputa, estava o ex-ministro de Relações Exteriores da Espanha Miguel Ángel Moratinos.
 
Como diretor-geral da FAO, Graziano tem pela frente vários desafios, um deles é enfrentar a fome que atinge 1 bilhão de pessoas no mundo. O novo diretor terá ainda de lidar com a tendência de alta dos preços dos alimentos, na próxima década, no momento em que a situação se agrava na região denominada Chifre da África, que fica no Nordeste do continente africano.
 
Para erradicação da fome e da pobreza no mundo, Graziano defende parcerias por meio de programas que já produzem resultados positivos em diferentes países e que, para ele, devem ser usados como meios para atenuar tensões e conflitos.
 
Graziano foi titular do Ministério da Segurança Alimentar no início da gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003, e responsável pela implantação do Programa Fome Zero. Ele é formado em agronomia e com pós-doutorado em estudos latino-americanos pela Universidade da Califórnia e há pelo menos três décadas dedica-se aos estudos de questões relacionadas ao desenvolvimento rural e à luta contra a fome.
 
Fonte: com informações da Agência Brasil