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REUNIÃO DA CAMARA TEMATICA DE SEG. ALIMENTAR DO CONSAD (CTSANS) E REDE SANS

Todas as 1° quarta -feiras do mês.
Horario: 14 hs
Local: INCRA / IBS
End: Peru , 434 - Jd. America ( proximo a Nova Escapamento)

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terça-feira, 3 de abril de 2012

Especialista apontará as oportunidades para o Brasil se tornar uma potência mundial

30 de março de 2012


A socióloga e economista Tânia Bacelar de Oliveira, doutora em Planejamento e Organização do Território, fará palestra no Congresso Internacional Virtual Economia Verde e Inclusão Socioprodutiva sobre o tema Desenvolvimento Brasileiro e Inclusão Socioprodutiva. “Vou dividir a apresentação em quatro momentos: conceitual; tendências recentes no Brasil; futuro do Brasil e desafios quanto à temática; reflexões finais”, explicou Tânia. Para a especialista, o Brasil pode se tornar uma potência mundial em breve se souber trabalhar a questão da inclusão no País e algumas dicas serão objetos de reflexão em sua palestra.
Quanto à abordagem conceitual, Tânia vai falar sobre a inclusão socioprodutiva que, para ela, é mais amplo do que a mera inclusão da vida econômica via mercado de trabalho. “Acesso aos serviços públicos básicos para as populações; Inclusão produtiva não só em empresas, mas inclusão produtiva em formas alternativas de produção, como a familiar, no caso da agricultura, como a produção dos autônomos, e, as mais recentes, como a economia solidária e popular“, explica.
Em relação às tendências recentes no Brasil, Tânia vai mostrar que o Brasil teve um desenvolvimento muito significativo no século XX, mas excludente. “O desenvolvimento econômico não dialogou com o desenvolvimento social”. Tânia explica que no Século XXI melhorou o ambiente macroeconômico, tem menos desequilíbrios, baixou a taxa de natalidade e melhorou a expectativa de vida. “Isso está dando um perfil diferente. O Brasil será cada vez mais um país de pessoas com mais idade”.
A socióloga aponta, também, que existe uma tendência quanto ao crescimento das cidades. “As médias estão mais dinâmicas, as grandes estagnaram e as pequenas estão perdendo importância na população do país. Outra coisa é que a ocupação era no litoral e, agora, tem a ocupação do centro oeste e oeste do Nordeste”.

Fonte: IICA

Alimentos orgânicos estão mais presentes na mesa do brasileiro


Os alimentos orgânicos cada vez mais presentes nas prateleiras dos supermercados e na mesa dos brasileiros. A crescente preocupação com a saúde alimentar tem feito com que produtos livres de aditivos químicos sejam boas pedidas na hora de montar o prato. A nutricionista Meg Schwarcz, há nove anos no Hospital Universitário de Brasília (HUB), afirma que esse tipo de alimento contribui para manter uma boa saúde. “Eles livram as pessoas da ingestão de substâncias químicas como pesticidas, que em grande quantidade podem causar gastrite, úlcera e até câncer”, explica.
Segundo o consultor da Temática de Orgânicos e Mercados Diferenciados da Secretaria da Agricultura Familiar (SAF), do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Alberto Wanderley, nos últimos três anos, o ministério investiu mais de R$ 39 milhões para impulsionar a produção de cerca de 87,4 mil agricultores familiares envolvidos com agricultura orgânica e agroecológica no Brasil.
O alimento orgânico tem conquistado mercado por ser produzido de forma natural, sem o uso de pesticidas, herbicidas e adubos sintéticos e por conter maior quantidade de vitaminas e sais minerais. Segundo a nutricionista Meg, além de vegetais, os produtos animais (como carnes e ovos) também podem ser considerados orgânicos se produzidos sem aditivos de hormônios e fertilizantes.
Nas prateleiras da Rede Pão de Açúcar, em Brasília, os orgânicos estão presentes em grande quantidade. Segundo o consumidor de produtos orgânicos Paulo Castelo Branco, esse tipo de alimento está na mesa de sua casa há muito tempo. “Minha família inteira consome orgânicos. Nós nos preocupamos com nossa saúde e sabemos que esses alimentos livres de produtos químicos são melhores”, conta. A consumidora Dalva Siade também apóia o consumo de orgânicos, “eles são mais saborosos e saudáveis”, ressalta.
De acordo com a nutricionista, a única desvantagem do alimento orgânico é o preço. “São muito mais caros do que os convencionais, mas prefiro gastar mais e comer algo benéfico, que vai me ajudar a manter uma boa saúde”, afirma a consumidora Neire Paulino. Ela conta que sente falta de mais opções e que os supermercados deveriam aumentar a variedade desse tipo de produtos. “Sinto falta de alguns produtos, como a cenoura, que começou a ser vendida agora, brócolis e as frutas, que quase não encontro”, relata.
Dentre os programas de incentivo específicos para a agricultura familiar orgânica ou agroecológica do MDA destacam-se o Pronaf Agroecologia e o Pronaf Sustentável. O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) também está entre as ações do ministério voltadas ao incentivo à produção de alimentos orgânicos.
Por meio do PAA, o MDA oferece vantagens aos agricultores familiares que usam o sistema de produção agroecológica ou orgânica. O preço pago pelo produto orgânico é 30% maior do que o valor pago aos produtos convencionais.
A Cooperativa Mista dos Agricultores Familiares, Extrativistas, Pescadores e Vazanteiros (Coopcerrado) é um exemplo do aumento considerável da produção de alimentos orgânicos. A Coopcerrado existe há 12 anos e trabalha com vários produtos orgânicos do cerrado como o baru, um tipo de castanha, e a pava dantas, uma planta medicinal. Em 2011 sua produção foi de 300 toneladas de frutos que vão para a alimentação escolar por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). A cooperativa fornece desde os chamados cookies, granola, 100 sabores de barras de cereais, até melancia, milho verde e abóbora.
Texto extraído (com resumo) do site www.mda.gov.br
Fonte: Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA)

terça-feira, 27 de março de 2012

FAO busca consultores de segurança alimentar e nutricional



A Organização das Nações Unidas para a Fome e Agricultura (FAO) publicou na última sexta-feira, 23, editais para a contratação de dois consultores, que atuarão na área de segurança alimentar e nutricional. É requisito obrigatório possuir mestrado na área de humanas, exatas, ciências sociais ou de saúde.
A primeira vaga é para elaborar metodologias de capacitação e estratégias de fortalecimento de Conseas estaduais e municipais. A segunda é para atualizar indicadores de segurança alimentar e elaborar metodologia de incentivo e formação de Conseas estaduais e municipais. Ambas as vagas são para Brasília (DF), na Secretaria Executiva do Consea Nacional, em consultorias que se estenderão até 29 de junho deste ano.
Para participar do processo seletivo, o (a) candidato (a) deve registrar seu(sua) currículo neste endereço.
Fonte: Ascom/Consea

segunda-feira, 26 de março de 2012

O que são alimentos transgênicos e quais os seus riscos


O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) divulgou em sua página na Internet uma reportagem sobre o que são alimentos transgênicos e quais são os riscos à saúde e à vida. 
Segundo a publicação, transgênicos “são alimentos modificados geneticamente com a alteração do código genético, isto é, é inserido no organismo gene proveniente de outro. Esse procedimento pode ser feito até mesmo entre organismos de espécies diferentes (inserção de um gene de um vírus em uma planta, por exemplo). O procedimento pode ser realizado com plantas, animais e micro-organismos”.
Os transgênicos, segundo a reportagem, apresentam riscos à agricultura, à saúde e ao meio ambiente.
Riscos para agricultura: as espécies transgênicas são protegidas por patentes; o agricultor terá de pagar royalties para a empresa detentora da tecnologia. A consequência imediata é o aumento da dependência do agricultor em relação às empresas transnacionais do setor. Há também o risco de contaminação por meio de insetos ou do vento.
Riscos para saúde: são vários e graves os riscos potenciais, tendo os cientistas apontado como os principais deles: aumento das alergias; aumento de resistência aos antibióticos; aumentos das substâncias tóxicas; maior quantidade de resíduos de agrotóxicos.
Riscos para o meio ambiente: são muitos os perigos que os transgênicos podem oferecer ao meio ambiente. A inserção de genes de resistência a agrotóxicos em certos produtos transgênicos faz com que as pragas e as ervas-daninhas (inimigos naturais) desenvolvam a mesma resistência, tornando-se "superpragas" e "superervas".
“Para o Brasil, detentor de uma biodiversidade ímpar, os prejuízos decorrentes da poluição genética e da perda de biodiversidade são outros graves problemas relacionados aos transgênicos”, conclui o estudo.
Clique aqui para ler o documento na íntegra.

Fonte: Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor - Idec.

domingo, 25 de março de 2012

Acesso à água na zona rural: o desafio da gestão

22 de março de 2012


Igor Arsky e Vitor Santana

A falta de acesso regular a qualquer fonte de água potável ainda é uma situação bastante presente na realidade social brasileira, e particularmente crítica para a população localizada na zona rural, em especial para aquela em situação de extrema pobreza. Variações climáticas que afetam a disponibilidade de água, a poluição de fontes hídricas disponíveis, conjugadas com uma reduzida oferta da rede pública de abastecimento de água, têm afetado severamente as condições de sobrevivência dessa população.

No Brasil, 72,2% da população rural ainda acessa água apenas por meio de poços, cacimbas, açudes e barreiros, acesso esse muitas vezes precário e com grande potencial para provocar doenças (IBGE, Censo Demográfico 2010).

No semiárido a situação de acesso à água é ainda mais crítica, uma vez que os rios geralmente são intermitentes, o subsolo é formado em 70% por rochas cristalinas, rasas - o que dificulta a formação de mananciais perenes e prejudica a potabilidade da água subterrânea, que normalmente é salinizada. Além disso, os níveis de precipitação e escoamento superficial são pequenos se comparados ao restante do país e a eficiência hidrológica dos reservatórios é extremamente baixa, em função das altas taxas de evaporação.

Nesse contexto, a captação de água de chuva tem sido considerada um novo paradigma no âmbito do desenvolvimento rural sustentável, sendo socialmente justo e econômica e tecnicamente viável. Com isso, apostar na descentralização do atendimento e na gestão integrada e coletiva dos recursos hídricos é estratégia fundamental para a população rural, em especial para a população do semiárido.

Um grande desafio diz respeito à gestão dos recursos hídricos em nível local e comunitário. O primeiro ponto é compreender o crescente papel da captação direta das águas pluviais, que devem ser consideradas na gestão dos recursos hídricos, tal como se faz com as águas superficiais e subterrâneas.
O segundo ponto diz respeito à participação local e comunitária. Uma vez que geralmente o abastecimento das comunidades rurais se faz por meio de sistemas isolados e não conectados à rede geral e por soluções individuais, como as cisternas, é razoável entender que possíveis problemas no abastecimento sejam melhor geridos em nível local.

Um terceiro ponto, decorrente do anterior, diz respeito, portanto, à criação de capacidades locais para essa gestão, sendo necessário investir tanto na formação das próprias comunidades abastecidas por essas soluções descentralizadas, como no fortalecimento das capacidades das administrações municipais em implementar processos participativos de gestão dos recursos hídricos.

O quarto e último ponto, diz respeito à integração das políticas públicas de acesso à água que incidem sobre a população rural. A Política Nacional de Recursos Hídricos está voltada para a gestão da disponibilidade agregada da água para os seus diversos usos, tendo como referência as bacias hidrográficas e com mecanismos próprios de gestão e participação. O abastecimento humano (considerando o tratamento, a distribuição e qualidade da água consumida), por sua vez, está regulado no âmbito da Politica Nacional de Saneamento Básico, que também possui seus próprios mecanismos de gestão e participação como, por exemplo, os planos municipais de saneamento.

Por fim, cita-se a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, que tem assumido como diretriz a universalização do acesso à água em quantidade e qualidade suficiente para o consumo humano e para produção de alimentos. A partir de uma abordagem centrada no direito humano dos indivíduos à água e à alimentação adequada, o MDS tem tido papel preponderante no atendimento da população rural, com destaque para o Programa Cisternas.

A grande novidade para as políticas de acesso à água foi o lançamento do Plano Brasil sem Miséria, que vem mobilizando todo Governo Federal na busca da universalização do acesso à água para a população rural de baixa renda. Até 2014 deverão ser beneficiadas cerca de 750 mil famílias com cisternas e sistemas simplificados de abastecimento para o consumo humano, sendo que para a produção de alimentos também estão previstos investimentos em diversas tecnologias como cisternas de produção e pequenas barragens. Nesta perspectiva, o desafio da gestão local deverá estar cada vez mais presente na agenda nacional.

Igor Arsky e Vitor Santana são gestores governamentais e, respectivamente, coordenador geral e técnico de Acesso à Água do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS)

Eventos nacionais e internacionais reunirão nutricionistas em Recife

23 de março de 2012


A Associação Brasileira de Nutrição (Asbran), em conjunto com a Associação Pernambucana de Nutrição, realiza o 22º Congresso Brasileiro de Nutrição (Conbran 2012) entre os dias 26 e 29 de setembro. E promete ampliar os debates em eventos paralelos que ocorrerão no Centro de Convenções de Recife (PE).
Palestrantes do Brasil e de países ibero-americanos mostrarão as novidades e últimos estudos de cada segmento da Nutrição no 22º Congresso Brasileiro de Nutrição, 3º Congresso Ibero-Americano de Nutrição, 2º Simpósio Ibero-Americano de Nutrição Esportiva, 1º Simpósio Ibero-Americano de Produção de Refeições e 1º Simpósio Ibero-Americano de Nutrição Clínica Baseado em Evidências.
São esperados cinco mil congressistas, que trocarão experiências com profissionais renomados das várias áreas de Nutrição, entidades de classe, órgãos públicos, empresas do setor e outros parceiros, além de conhecerem novas tendências e estudos científicos.
Fonte: Asbran
 

No Reino Unido, pais apoiam restrição à publicidade de alimentos


Uma pesquisa com mil pais no Reino Unido mostrou que a maioria considera que a publicidade influencia na alimentação dos seus filhos. A maioria se mostrou a favor de algum tipo de restrição das propagandas de alimentos não saudáveis.
Segundo o estudo, 65% dos pais entrevistados apoiam a ideia da proibição das propagandas de alimentos e bebidas com altos teores de açúcares, gorduras e sal antes das 21h.
Na enquete, 72% dos pais afirmaram que, no mês anterior à pesquisa, compraram produtos como chocolates, doces e refrigerantes que não tinham a intenção de adquirir, mas só o fizeram pela insistência dos filhos – que eles chamam de “Nag Factor”.
Os dados estão de acordo com os resultados da pesquisa Datafolha, realizada no Brasil, em junho de 2011. A pesquisa foi encomendada pelo Criança e Consumo, do Instituto Alana. A enquete revelou que 79% dos pais entrevistados acreditam que a publicidade de alimentos não saudáveis prejudica hábitos alimentares das crianças.
Entre os entrevistados, 78% deles afirmaram que os comerciais de alimentos não saudáveis levam seus filhos a “amolar” (pedir muito) para comprar os produtos anunciados. Para 76% dos pais entrevistados, a propaganda dificulta os seus esforços para educar o filho a se alimentar de uma forma saudável.
As pesquisas mostram como os pais se sentem impotentes diante dos apelos comerciais direcionados a seus filhos e a necessidade de alguma legislação que regule as propagandas dirigidas a crianças, de forma a dar condições aos pais para que eles eduquem e conscientizem seus filhos quanto aos seus hábitos alimentares.
O Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), em todos os seus fóruns, instâncias e eventos tem defendido a regulação da publicidade de alimentos para crianças.
Na 4ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, realizada em novembro, em Salvador(BA), com a participação de 2.000 pessoas, defendeu a regulamentação da propaganda de alimentos voltada para o público infantil.
Fonte: Asbran e Consea